sábado, 5 de janeiro de 2013
Calypso anima réveillon em Noronha
A praça do Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha, ficou lotada. Os moradores e os turistas esperaram 2013 em clima de muita festa. No local teve missa, com o padre Glênio Guimarães, e shows com o artista da ilha Ju Medeiros e dos grupos Samba Depois da Missa, e Capim Açu. E a grande atração da noite era apresentação da banda Calypso.
Praça lotada para ver o Calypso (Foto: Marcelo Loureiro/Divulgação)
Joelma e Chimbinha desfilaram os sucessos do grupo. O público foi ao delírio. Adriana Marques mora em Noronha e é fã do Calypso. “Isso aqui está maravilhoso, estou adorando”, disse. “A festa está massa, uma delícia” afirmou Adalberto Marques. “Luxo e riqueza, isso aqui está maravilhoso” avaliou Anderson Rodrigues, que também mora em Noronha. Foi a primeira vez que o Calypso cantou na ilha. Joelma não cansava de exaltar a beleza de Fernando de Noronha.
Calypso, Barão Vermelho, Preta Gil e Gusttavo Lima; veja quem passa por Três Rios em 2013
No Carnaval, que este ano acontece no início de fevereiro, quem abre a festa, no dia 8, é a Banda Calypso. Já no sábado, dia 9, o agito da noite ficará com o “lê lê lê” da dupla João Neto & Frederico. No domingo acontece o tradicional desfile das escolas de samba e o trio elétrico retorna à avenida Condessa do Rio Novo na segunda, dia 11, com o bloco da cantora Preta Gil. Para encerrar as folias de Momo, na terça-feira Renatinho da Bahia retorna à cidade para comandar o Bloco Total Flex na parte da tarde e, à noite, Netinho comanda mais uma vez a festa, com Renatinho finalizando as comemorações, como aconteceu no último ano.
Já a Expo Fest, que acontece em agosto, contará com shows do grupo Sorriso Maroto, do sertanejo Gusttavo Lima e das bandas O Rappa e Barão Vermelho, que se apresentam no mesmo dia. Para encerrar o festival de inverno, a dupla Jorge e Mateus se apresenta na cidade pela segunda vez.
Diretor Caco Souza fala do filme que levará dupla pro cinema
É necessária certa dose de insistência para arrancar detalhes de Caco Souza. O diretor paulista, autor do elogiado ‘400 Contra 1: Uma História do Crime Organizado’, sobre as origens do Comando Vermelho, tenta ser econômico nos detalhes quando fala sobre o segundo longa de ficção, ‘Isso é Calypso’, que levará às telas a trajetória de Joelma e Chimbinha. “Não quero estragar a surpresa”, desconversa, entre risos.
Já se vão três anos desde que o cineasta decidiu contar esta história. A vontade veio durante um show da dupla em Sergipe, quando ele viu o casal colocar em uma espécie de transe uma plateia de quase 40 mil pessoas. “Foi só em 2009 que ‘encontrei’ a história da banda Calypso. Nunca tinha assistido a nenhum show deles e fiquei impressionado. Estávamos em Aracaju e a sensação é de que os fãs eram da família, tamanha a proximidade entre artistas e público”, lembra. “Joelma e Chimbinha quebraram o paradigma da música brasileira, lá atrás, há 13 anos. A história da banda e desses dois seres humanos é muito fascinante, pela possibilidade de superação. Me encantou e vai encantar as pessoas”.
A relação entre o casal de músicos e o cineasta vem rendendo frutos que extrapolam a produção do filme, como os videoclipes de ‘Me beije agora’ e ‘Perdiste el trono’ – faixa que integra um disco em espanhol com lançamento previsto para 2013 -, que Caco dirigiu no início de dezembro. “Eu estava louco para fazer um clipe da banda e ‘me ofereci’ para eles”, brinca. Os atores Brendha Haddad (na TV em ‘Salve Jorge’) e Rafael Sola participam dos vídeos, que herdaram também toda a equipe de câmera que fará ‘Isso é Calypso’, sob a batuta de Rodolfo Sanchez, diretor de fotografia argentino radicado em São Paulo.
Na última viagem ao Pará, em novembro, a produção de ‘Isso é Calypso’ definiu as locações: a maior parte do filme será rodada em Belém e arredores. A infância de Joelma e Chimbinha, tal como na vida real, terá como cenário os municípios de Almeirim e Oeiras do Pará, respectivamente. Também haverá locações em Bragança. As filmagens iniciam em junho e se estenderão a Pernambuco e Rio de Janeiro. A direção musical ficará a cargo do próprio Chimbinha.
O filme, orçado em R$ 7,5 milhões, tem Deborah Secco no papel de Joelma - mas isso todo mundo já sabe. O que Caco antecipa, com exclusividade ao VOCÊ, é que Daniela Escobar e Paulo Thifenthaler – aquele mesmo, do site ‘Larica Total’ – também estão confirmados no elenco. Ele interpretará um empresário picareta. Ela, a mãe da cantora. “Daniela é uma ‘senhora’ atriz. Provou isso no ‘400’, quando mudou completamente os tipos que fazia para encarar uma mulher de presidiário e surpreendeu a todos pela entrega e pelo resultado. Já o Paulo tem um sarcasmo, um biotipo fantástico para um empresário salafrário”, diverte-se. Confira a seguir o bate-papo com o diretor, que também prepara-se para mostrar ao Brasil a trajetória de Gabriela Leite, ex-prostituta fundadora da grife Daspu, no filme ‘Filha, Mãe, Avó e Puta’.
“Quero que o paraense se identifique, veja verdade quando estiver diante da tela”
P: Como e quando aconteceu esse estalo - querer transformar em filme a trajetória de Joelma e Chimbinha? O que o instigou? Você já conhecia o som da dupla?
R: Conheço o Pará desde 1995, quando fiz documentários sobre comunidades quilombolas em Trombetas. Mas “encontrei” a história da banda Calypso só em 2009. Nunca tinha assistido a nenhum show deles. Fiquei impressionado. Estávamos em Aracaju e a impressão é de que os fãs eram da família, tamanha a proximidade entre artistas e público. Isso me chamou muito a atenção. Eram 40 mil pessoas, eu nunca tinha visto nada parecido. Em 2010 comecei a articular o filme. Cada vez mais encantado pela história, vi que ela daria um longa maravilhoso. A história deles dois tem todos os ingredientes para se tornar uma bela história de cinema.
P: E como se deu o processo de pesquisa? Aliás, em que fase está a produção?
R: Olha, eles dois são colaboradores incríveis. Assinamos o contrato e eles são, desde o começo, parceiros valiosos, sinceros. Já estamos no 3º tratamento do roteiro e definindo locações. Uma das dificuldades de filmar no Pará diz respeito às grandes distâncias. A maior parte do filme vai ser rodada em Belém, mas também vamos filmar em Almeirim e Oeiras do Pará, cidades de Joelma e Chimbinha, respectivamente. No final de outubro estive em Belém durante uma semana, procurando locações. Meu assistente de direção, Célio Cavalcante Filho, é paraense, está conosco desde julho e também está ajudando nesta empreitada. Sem contar a direção de arte, que é da Vera Hamburguer, de ‘Brincando nos Campos do Senhor’.
P: Como pretende trabalhar os dramas familiares que permeiam as trajetórias individuais, como a ausência do pai de Joelma durante toda a infância?
R: Como falei, os dois foram incríveis, se abriram, não se negaram a nada, conversamos sobre tudo mesmo. Apesar de ser uma ficção, temos dados suficientes para a construção de um roteiro bacana, bem fiel à trajetória deles. Mas, claro, não dá pra contar duas vidas inteiras em 90 minutos. Vamos tentar mostrar passagens importantes da história da banda. Não vou falar muito desses detalhes pra não estragar a surpresa, mas sei que o filme vai emocionar [risos].
P: O que mais lhe chamou atenção na trajetória do casal, desde o começo em Almeirim, no oeste paraense? Os dois começaram muito jovens...
R: Os dois vieram do interior do Pará. A cena musical do Estado não estava tão evidente, como hoje. Há 13 anos, a possibilidade de uma banda de lá fazer sucesso, alcançar a visibilidade que alcançou, era muito remota. Até a locomoção para a capital era difícil naquela época, dois dias de barco. Joelma e Chimbinha são pessoas muito humildes que conseguiram mudar sua história de vida. E tudo porque são apaixonados pelo que fazem, não estavam ‘aproveitando uma moda’. Pelo contrário, eles é que criaram a moda. Do ponto de vista do cenário musical, o eixo era Rio e São Paulo. Os caras conseguiram inverter essa lógica. Quebraram o paradigma da música brasileira, isso lá atrás, há 13 anos. A história da banda e desses dois seres humanos é muito fascinante, pela possibilidade de superação. Me encantou e vai encantar as pessoas.
P: E em que fase está a produção? Além de Deborah Secco, que fará Joelma, há mais nomes fechados para o elenco?
R: Só a Deborah está com o contrato assinado. Ela filma até junho a série de TV ‘Louco por Elas’, então fechamos o cronograma segundo a agenda dela. Este mês jantamos juntos na casa de Chimbinha e Joelma em São Paulo e também fomos a um show deles na Barra, no Rio de Janeiro. Já é o começo do laboratório. As filmagens começam entre junho e julho de 2013. Quanto ao Chimbinha, ainda estamos buscando um ator, estudando quatro nomes. Mas vamos evitar especulações, prefiro falar sobre isso quando estivermos com o contrato assinado. Você viu o que aconteceu recentemente com a Deborah, um burburinho de que ela tinha desistido do filme? Não era verdade. Mas isso cansa e atrapalha todo o processo.
P: E porque a Deborah?
R: A Deborah tem uma coisa sensacional como atriz, ela se joga na personagem, se entrega completamente, e acho que ela vai fazer uma Joelma maravilhosa. Ela tem recursos técnicos para isso, né? É uma baita atriz.
P: ‘400 Contra 1’ é marcado pela atuação naturalista, a câmera na mão, a atmosfera que remete ao documental. Como você visualiza estilisticamente ‘Isso é Calypso!’?
R: Essa coisa do realismo é importante. Não quero uma visão mentirosa, falsa, do cotidiano. Quero beber nos detalhes, mergulhar nos costumes, pra não ficar uma coisa estranha, fake. Quero que o paraense se identifique, veja verdade quando estiver sentado na poltrona do cinema. Quero que ele veja seu Estado retratado de maneira bonita, real. Por isso é que é tão importante pra mim ter grande parte do elenco de apoio e equipe técnica formada por profissionais locais. Conheço muita gente boa aí [em Belém], sei que funciona. E outra coisa: ninguém entende melhor de um Estado do que quem mora nele. Essa troca de costumes, de experiências, isso é muito importante.
P: Sua trajetória na ficção mostra um fascínio por histórias polêmicas, marcantes – além de William da Silva Lima em ‘400 Contra 1’, há a Gabriela Leite, em ‘Filha mãe avó e puta’. O que o instiga como cineasta?
R: O que me move é a minha curiosidade. Quando fiz o ‘400’ já tinha feito docs sobre o sistema carcerário, esse universo de isolamento. Tenho 51 anos e percebo que, como cineasta, sempre quero saber tudo, mergulhar no universo da pessoa pra tentar entender tudo. Depois a gente filtra o que entra ou não no filme. O longa sobre a Gabriela é mais que a história de uma prostituta. É uma pegada libertária, aquela coisa da ‘puta assumida’. Ali não existe culpa, foi uma opção de vida. Não existe justificativa, motivo. Foi uma escolha, pronto. E é muito ‘do car*lho’ poder participar disso, essa imersão na vida de alguém, contar essa história. O cinema me possibilita essas coisas. Com a Joelma e o Chimbinha também foi assim. Em Aracaju, lá em 2009, senti uma coisa diferente. Aquele incômodo: “preciso saber”. Fui até Almeirim, Oeiras. Estive com amigas da Joelma, os caras que tocaram viola com o Chimbinha. São vidas que não me pertencem, preciso conhecê-las, mergulhar nelas. Em janeiro volto ao Pará de novo.
(Amanda Aguiar/Diário do Pará)
Já se vão três anos desde que o cineasta decidiu contar esta história. A vontade veio durante um show da dupla em Sergipe, quando ele viu o casal colocar em uma espécie de transe uma plateia de quase 40 mil pessoas. “Foi só em 2009 que ‘encontrei’ a história da banda Calypso. Nunca tinha assistido a nenhum show deles e fiquei impressionado. Estávamos em Aracaju e a sensação é de que os fãs eram da família, tamanha a proximidade entre artistas e público”, lembra. “Joelma e Chimbinha quebraram o paradigma da música brasileira, lá atrás, há 13 anos. A história da banda e desses dois seres humanos é muito fascinante, pela possibilidade de superação. Me encantou e vai encantar as pessoas”.
A relação entre o casal de músicos e o cineasta vem rendendo frutos que extrapolam a produção do filme, como os videoclipes de ‘Me beije agora’ e ‘Perdiste el trono’ – faixa que integra um disco em espanhol com lançamento previsto para 2013 -, que Caco dirigiu no início de dezembro. “Eu estava louco para fazer um clipe da banda e ‘me ofereci’ para eles”, brinca. Os atores Brendha Haddad (na TV em ‘Salve Jorge’) e Rafael Sola participam dos vídeos, que herdaram também toda a equipe de câmera que fará ‘Isso é Calypso’, sob a batuta de Rodolfo Sanchez, diretor de fotografia argentino radicado em São Paulo.
Na última viagem ao Pará, em novembro, a produção de ‘Isso é Calypso’ definiu as locações: a maior parte do filme será rodada em Belém e arredores. A infância de Joelma e Chimbinha, tal como na vida real, terá como cenário os municípios de Almeirim e Oeiras do Pará, respectivamente. Também haverá locações em Bragança. As filmagens iniciam em junho e se estenderão a Pernambuco e Rio de Janeiro. A direção musical ficará a cargo do próprio Chimbinha.
O filme, orçado em R$ 7,5 milhões, tem Deborah Secco no papel de Joelma - mas isso todo mundo já sabe. O que Caco antecipa, com exclusividade ao VOCÊ, é que Daniela Escobar e Paulo Thifenthaler – aquele mesmo, do site ‘Larica Total’ – também estão confirmados no elenco. Ele interpretará um empresário picareta. Ela, a mãe da cantora. “Daniela é uma ‘senhora’ atriz. Provou isso no ‘400’, quando mudou completamente os tipos que fazia para encarar uma mulher de presidiário e surpreendeu a todos pela entrega e pelo resultado. Já o Paulo tem um sarcasmo, um biotipo fantástico para um empresário salafrário”, diverte-se. Confira a seguir o bate-papo com o diretor, que também prepara-se para mostrar ao Brasil a trajetória de Gabriela Leite, ex-prostituta fundadora da grife Daspu, no filme ‘Filha, Mãe, Avó e Puta’.
“Quero que o paraense se identifique, veja verdade quando estiver diante da tela”
P: Como e quando aconteceu esse estalo - querer transformar em filme a trajetória de Joelma e Chimbinha? O que o instigou? Você já conhecia o som da dupla?
R: Conheço o Pará desde 1995, quando fiz documentários sobre comunidades quilombolas em Trombetas. Mas “encontrei” a história da banda Calypso só em 2009. Nunca tinha assistido a nenhum show deles. Fiquei impressionado. Estávamos em Aracaju e a impressão é de que os fãs eram da família, tamanha a proximidade entre artistas e público. Isso me chamou muito a atenção. Eram 40 mil pessoas, eu nunca tinha visto nada parecido. Em 2010 comecei a articular o filme. Cada vez mais encantado pela história, vi que ela daria um longa maravilhoso. A história deles dois tem todos os ingredientes para se tornar uma bela história de cinema.
P: E como se deu o processo de pesquisa? Aliás, em que fase está a produção?
R: Olha, eles dois são colaboradores incríveis. Assinamos o contrato e eles são, desde o começo, parceiros valiosos, sinceros. Já estamos no 3º tratamento do roteiro e definindo locações. Uma das dificuldades de filmar no Pará diz respeito às grandes distâncias. A maior parte do filme vai ser rodada em Belém, mas também vamos filmar em Almeirim e Oeiras do Pará, cidades de Joelma e Chimbinha, respectivamente. No final de outubro estive em Belém durante uma semana, procurando locações. Meu assistente de direção, Célio Cavalcante Filho, é paraense, está conosco desde julho e também está ajudando nesta empreitada. Sem contar a direção de arte, que é da Vera Hamburguer, de ‘Brincando nos Campos do Senhor’.
P: Como pretende trabalhar os dramas familiares que permeiam as trajetórias individuais, como a ausência do pai de Joelma durante toda a infância?
R: Como falei, os dois foram incríveis, se abriram, não se negaram a nada, conversamos sobre tudo mesmo. Apesar de ser uma ficção, temos dados suficientes para a construção de um roteiro bacana, bem fiel à trajetória deles. Mas, claro, não dá pra contar duas vidas inteiras em 90 minutos. Vamos tentar mostrar passagens importantes da história da banda. Não vou falar muito desses detalhes pra não estragar a surpresa, mas sei que o filme vai emocionar [risos].
P: O que mais lhe chamou atenção na trajetória do casal, desde o começo em Almeirim, no oeste paraense? Os dois começaram muito jovens...
R: Os dois vieram do interior do Pará. A cena musical do Estado não estava tão evidente, como hoje. Há 13 anos, a possibilidade de uma banda de lá fazer sucesso, alcançar a visibilidade que alcançou, era muito remota. Até a locomoção para a capital era difícil naquela época, dois dias de barco. Joelma e Chimbinha são pessoas muito humildes que conseguiram mudar sua história de vida. E tudo porque são apaixonados pelo que fazem, não estavam ‘aproveitando uma moda’. Pelo contrário, eles é que criaram a moda. Do ponto de vista do cenário musical, o eixo era Rio e São Paulo. Os caras conseguiram inverter essa lógica. Quebraram o paradigma da música brasileira, isso lá atrás, há 13 anos. A história da banda e desses dois seres humanos é muito fascinante, pela possibilidade de superação. Me encantou e vai encantar as pessoas.
P: E em que fase está a produção? Além de Deborah Secco, que fará Joelma, há mais nomes fechados para o elenco?
R: Só a Deborah está com o contrato assinado. Ela filma até junho a série de TV ‘Louco por Elas’, então fechamos o cronograma segundo a agenda dela. Este mês jantamos juntos na casa de Chimbinha e Joelma em São Paulo e também fomos a um show deles na Barra, no Rio de Janeiro. Já é o começo do laboratório. As filmagens começam entre junho e julho de 2013. Quanto ao Chimbinha, ainda estamos buscando um ator, estudando quatro nomes. Mas vamos evitar especulações, prefiro falar sobre isso quando estivermos com o contrato assinado. Você viu o que aconteceu recentemente com a Deborah, um burburinho de que ela tinha desistido do filme? Não era verdade. Mas isso cansa e atrapalha todo o processo.
P: E porque a Deborah?
R: A Deborah tem uma coisa sensacional como atriz, ela se joga na personagem, se entrega completamente, e acho que ela vai fazer uma Joelma maravilhosa. Ela tem recursos técnicos para isso, né? É uma baita atriz.
P: ‘400 Contra 1’ é marcado pela atuação naturalista, a câmera na mão, a atmosfera que remete ao documental. Como você visualiza estilisticamente ‘Isso é Calypso!’?
R: Essa coisa do realismo é importante. Não quero uma visão mentirosa, falsa, do cotidiano. Quero beber nos detalhes, mergulhar nos costumes, pra não ficar uma coisa estranha, fake. Quero que o paraense se identifique, veja verdade quando estiver sentado na poltrona do cinema. Quero que ele veja seu Estado retratado de maneira bonita, real. Por isso é que é tão importante pra mim ter grande parte do elenco de apoio e equipe técnica formada por profissionais locais. Conheço muita gente boa aí [em Belém], sei que funciona. E outra coisa: ninguém entende melhor de um Estado do que quem mora nele. Essa troca de costumes, de experiências, isso é muito importante.
P: Sua trajetória na ficção mostra um fascínio por histórias polêmicas, marcantes – além de William da Silva Lima em ‘400 Contra 1’, há a Gabriela Leite, em ‘Filha mãe avó e puta’. O que o instiga como cineasta?
R: O que me move é a minha curiosidade. Quando fiz o ‘400’ já tinha feito docs sobre o sistema carcerário, esse universo de isolamento. Tenho 51 anos e percebo que, como cineasta, sempre quero saber tudo, mergulhar no universo da pessoa pra tentar entender tudo. Depois a gente filtra o que entra ou não no filme. O longa sobre a Gabriela é mais que a história de uma prostituta. É uma pegada libertária, aquela coisa da ‘puta assumida’. Ali não existe culpa, foi uma opção de vida. Não existe justificativa, motivo. Foi uma escolha, pronto. E é muito ‘do car*lho’ poder participar disso, essa imersão na vida de alguém, contar essa história. O cinema me possibilita essas coisas. Com a Joelma e o Chimbinha também foi assim. Em Aracaju, lá em 2009, senti uma coisa diferente. Aquele incômodo: “preciso saber”. Fui até Almeirim, Oeiras. Estive com amigas da Joelma, os caras que tocaram viola com o Chimbinha. São vidas que não me pertencem, preciso conhecê-las, mergulhar nelas. Em janeiro volto ao Pará de novo.
(Amanda Aguiar/Diário do Pará)
Melhor do Brasil relembra melhores momentos de 2012
Quem vai ditar o número de imitações que os telespectadores irão rever serão os meninos e meninas de "Vai dar Namoro". Quanto maior o número de beijos, mais lembranças das divertidas perfomances de Faro.
Os assistentes de palco Paulão, Dênis, Gabi, Pirulito e Simpatia estarão no mundo mágico da "Farolândia", onde tudo lembra Rodrigo Faro. Você acha que Simpatia vai querer um aumento na nova moeda, os "Faros"?
Zeca Pagodinho ajuda vítimas da chuva em Xerém, RJ
saiba mais
"Estou aqui há quase 20 anos. Adoro isso aqui, meus filhos foram criados aqui. Nunca vi algo parecido. Está triste. Lá em cima a situação está muito ruim. Tem criança desaparecida, tem família soterrada. Tem casa que desceu rio abaixo. A gente está aí, desde as 6h da manhã, ajudando, mas está triste", contou o cantor, que emocionado, pede para que o socorro seja voltado para a parte mais atingida de Xerém.
O sambista, que tem um sítio e uma casa em Xerém, abrigou o casal vizinho Leonardo Oliveira, de 30 anos, e Raylua Cardoso, de 24 anos, e os dois filhos, uma menina de 1 ano e 2 meses e um menino de 5 anos. A família perdeu a casa após o temporal que atingiu o município na madrugada desta quinta-feira (3). “A minha filha menor Maria Eduarda está chorando muito porque está preocupada com as amiguinhas que moram aqui e também perderam as casas. Eu ajudo como posso. Abriguei este casal de amigos aqui e tem várias crianças na minha sala”, contou o sambista em entrevista ao G1.
Sítio de Zeca Pagodinho ficou coberto de lama após chuva em Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (Foto: Renata Soares/G1)
Zeca disse também que acordou às 6 horas da manhã para distribuir cestas básicas e roupas nos abrigos instalados nas igrejas da região. “Passei o Natal e o Ano Novo aqui e vou embora ainda hoje. Mas, antes disso, a Defesa Civil precisa vir aqui para poder ajudar essas pessoas que perderam desde as casas até alimentos e móveis. Vou estar sempre por perto para ajudar o meu povo”, completou o cantor.
Zeca Pagodinho em seu sítio, que foi invadido pela lama (Foto: Renata Soares/G1)
Uma pessoa morreu na manhã desta quinta em decorrência da chuva. A morte foi confirmada pelo secretário de Defesa Civil de Duque de Caxias, Marcelo Silva Costa. Segundo ele, o corpo de um homem foi encontrado sob escombros provocados por um desabamento. Até as 11h, a vítima não tinha sido identificada.
Segundo a Defesa Civil de Duque de Caxias, cerca de 200 pessoas ficaram desalojadas em Xerém. Todas foram levadas para abrigos localizados no município. Um deles fica na Praça da Mantiqueira.
Bombeiros de três quartéis trabalham na região de Xerém. Segundo os bombeiros, oito casas desabaram. Três pontes também foram destruídas pela enchente. Devido à chuva, o Rio Saracuruna transbordou. Choveu 212 milímetros em 24 horas na localidade.
De acordo com a Defesa Civil do município, vários pontos de alagamentos se formaram. Pessoas ficaram ilhadas. Alguns moradores deixaram as casas com água na cintura, levando os pertences nas costas. Diversos veículos foram arrastados. O bairro da Mantiqueira é um dos locais mais atingidos.
Site Tira Onda Com Filma da Calypso
Ohhhhhh gente, olha ele mostrando que além de bonito, talentoso, excelente ator… é sensato!
"Como não amar Bruno?"
Bruno Gagliasso desistiu do que seria a maior vergonha alheia de sua carreira e abandona o elenco do filme Isso é Calypso.
Segundo rumores o ator alegou incompatibilidade na agenda, já que está escalado e confirmado para a próxima novela da Globo O Pequeno Buda. Na realidade continuo apostando no bom senso, ainda mais depois de toda polêmica gerada ao ser anunciado no papel de Chimbinha! #CorreQueÉCiladaDeborahSecco!
Bruno Gagliasso não interpretará Chimbinha no filme Isto é Calypso
Saiba quanto vale um show de forró com as bandas mais caras do Brasil
Em segundo lugar aparece a Banda Garota Safada, que tem a frente o cantor Wesley Safadão. O cachê, em média, custa R$ 80 mil, podendo chegar a R$ 100 mil. Em terceiro lugar está o grupo Calcinha Preta, com uma média de cachê de R$ 80 mil por apresentação.
Bandas como a Calypso e Saia Rodada, segundo a pesquisa do FD, possuem cachê, em média, no valor de R$ 60 mil. Desejo de Menina, Limão com Mel, Magníficos e Cavaleiros do Forró possuem a mesma faixa de preço para uma apresentação, cerca de R$ 50 mil. Bandas como Forró do Muído e Mastruz com Leite custam em média R$ 40 mil por show.
Os números, vale ressaltar, não são oficiais e podem variar para mais ou menos, dependendo do grupo musical.
Ainda segundo o Forró Dicumforça apurou com profissionais do meio, os empresários dessas bandas usam parte do dinheiro para bancar toda sua infra-estrutura e staff, como funcionários de escritório, advogados, músicos contratados, empresários, transporte de equipamento e toda mão-de-obra envolvida num show.
O lucro, de fato, gira em torno de 30% ou 40% do valor total de cada show. A hospedagem e alimentação é o contratante quem paga. Geralmente é preciso depositar 20% do valor total do cachê, logo na assinatura do contrato.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
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